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Reconhecimento de padrões: o que os bilionários e os maias têm em comum

Pergunte a quem construiu algo grande como essa pessoa decide, e muita gente descreve o mesmo hábito: antes de agir, ela procura o padrão. Ray Dalio, fundador da Bridgewater, um dos maiores fundos de investimento do mundo, conta no livro Princípios que tenta descobrir se uma situação nova é de um tipo que ele já viu antes. Se for, ele estuda como esse tipo costuma terminar, em vez de começar do zero.

O Tony Robbins diz a mesma coisa nas palestras. Ele gosta de repetir que o sucesso deixa pistas, uma frase que costuma ser atribuída ao mentor dele, Jim Rohn, e já contou que passou a enxergar tudo como um padrão: descubra o padrão por trás de um resultado e você aprende a repeti-lo.

Esse hábito tem nome, reconhecimento de padrões, e é bem mais antigo que Wall Street.

Um calendário feito de observar o que volta

O Tzolkin é uma contagem de 260 dias. Vinte selos se combinam com treze números até que cada par apareça uma vez, e então a contagem recomeça.

Ninguém sabe ao certo por que 260. Os pesquisadores têm algumas explicações. Perto dos 15 graus de latitude norte, onde fica o antigo centro cerimonial de Izapa, o sol passa exatamente sobre a cabeça duas vezes por ano, e um dos intervalos entre essas passagens tem cerca de 260 dias. Nas terras altas da Guatemala, o milho leva mais ou menos 260 dias do plantio à colheita. E o número fica perto da duração de uma gravidez. A origem continua em aberto nos estudos sobre a Mesoamérica, e pode ser que mais de uma dessas explicações seja verdadeira.

Todas elas começam com gente observando alguma coisa por muito tempo, fosse o céu, a roça ou o corpo, e contando o que voltava.

E a contagem falava das pessoas desde cedo. Na Mesoamérica era comum alguém receber o nome do dia em que nasceu, como o governante mixteco conhecido como Oito Veado Garra de Jaguar. Nas terras altas da Guatemala, os guardiões dos dias do povo maia k'iche' mantêm a contagem de 260 dias até hoje e a usam em cerimônias e para aconselhar quem os procura.

Da sobrevivência ao autoconhecimento

A pirâmide de necessidades de Abraham Maslow é de 1943, muito depois do Tzolkin, mas ajuda a enxergar essa passagem. Quando quase toda a energia de um povo vai para comer e ficar em segurança, o calendário tem tarefas práticas: quando plantar, quando colher, quando se reunir. Com essas necessidades atendidas, a mesma pergunta pode se voltar para dentro. Se cada dia tem um jeito, e esse jeito sempre volta, o que isso diz sobre quem nasceu nele?

Hoje a maioria de nós vive longe da época do plantio, e é essa pergunta de dentro que as pessoas levam ao Tzolkin. A contagem que o YourKodex usa é a do Sincronário, criada por José Argüelles em 1987, que lê os mesmos 260 dias para o autoconhecimento.

Os seus padrões também se repetem

O reconhecimento de padrões funciona numa vida do mesmo jeito que funciona no mercado. Você provavelmente já percebeu alguns dos seus, como o projeto que você sempre larga no mesmo ponto ou a briga que aparece em todo relacionamento.

O Tzolkin dá a essas repetições uma estrutura que dá para conferir. A cada 13 dias começa uma nova Onda Encantada, com um tema que vai do propósito, no primeiro dia, à presença, no décimo terceiro. A cada 260 dias, o seu Kin de nascimento volta. Se você anota o que acontece, começa a ver o mesmo tipo de dia chegando de novo, e já recebe esse dia sabendo o que ele costuma trazer.

O Tzolkin não prevê o seu futuro nem deixa ninguém rico. Ele treina o hábito que o Dalio descreve, no assunto que você vive todos os dias: você.

Comece pelo seu Kin

O seu Kin é o selo e o número do dia em que você nasceu, um dos 260, e é por ele que começa a leitura dos seus padrões. Coloque a sua data de nascimento no YourKodex e descubra o seu de graça, com o significado, o Lado Luz e o Lado Sombra.

Obrigado por ler. Se isso te lembrou alguém, manda para essa pessoa.

Com amor,YourKodex

Você nasceu em um dos 260 Kins.Descobrir meu Kin · Grátis